NOSSA GENTE: A PROFESSORA LÍDIA SIMONASSI

NOSSA GENTE: A PROFESSORA LÍDIA SIMONASSI

“Claro que eu sou vitoriosa e agradeço a Deus por isso. Baseado na minha carreira, na minha caminhada, eu tenho que dizer às pessoas que não desistam. Vai em frente, que numa hora você chega lá no seu objetivo. O brasileiro não desiste nunca, é isso que tem que ser. Ele arranja obstáculos aqui e ali, vai limpando aqui e ali. Põe a cabeça no lugar, todo mundo é capaz de chegar onde tem de chegar, se quiser. Nada é impossível para nós seres humanos se a gente quiser.

Eu sou determinada. Quando eu digo que vou fazer um negócio eu só vou parar de correr atrás quando ficar pronto e conseguir. Não passo por cima de ninguém, mas eu vou abrindo caminho até eu conseguir o meu objetivo, onde tenho que chegar. Meu pai era minha referência. Ele era bravo, mas determinado e corajoso. E a minha mãe também me inspirou pela história dela. E todas as cinco mulheres da família são assim, muito determinadas, não medem esforços até conseguirem o que querem. A gente vai à luta, sem medo.

Eu digo para as jovens, as meninas, que tem uma longa caminhada pela frente, que elas tenham um objetivo e foquem nele, mesmo que todo mundo diga que é impossível, vocês vão abrindo caminhos, removendo as pedras, os obstáculos, as barreiras, que vocês chegam lá. Eu, por exemplo, tenho uma neta que estuda Medicina em Vitória, e a gente não tinha como pagar R$ 8 mil por mês numa faculdade aqui em Colatina. Ela está em Vitória com uma bolsa de 100%. Isso porque nós não desistimos e abraçamos o sonho dela. É isso o que você quer? Então estuda e vai. E ela então estudou e passou em quatro faculdades. É uma mulher!

Então garotas, estudem, corram aqui, corram ali. O que você não pode é fazer a vontade dos pais e não a de vocês. Lute pelo que você quer! Não é que você vai conseguir com facilidade, que não vai ter problema, isso vai, mas vai devagar, rompendo as barreiras, abrindo caminhos que você chega lá. Não baixe a cabeça, não precisa ser com ignorância, com vale-tudo, mas respeitando seu vizinho, seu companheiro, você vai em frente”.

Uma mulher inspiradora para todos e todas, que com sua experiência dá um show de sabedoria. Uma vida dedicada à luta progressista marcou a caminhada da professora Lídia Simonassi da Silva, 74 anos, que ergueu a cabeça, meteu o pé na estrada e foi com fé, acreditando em cada novo dia que raiava e esperando sua hora chegar. E sua hora chegou. Viveu e vive sua vida com a intensidade dos sonhadores que realizam seus sonhos.

Nem mesmo ela imaginava que escreveria uma história de grandes desafios. Só os ia encontrando, e com coragem os encarava e vencia cada um. Não se abatia em nenhum momento. Agora ela olha para trás e tem a certeza de que é uma vencedora. Muito menos imaginava que a filha mais velha do capixaba Francisco Simonassi e da mineira Francisca Pergentina Teixeira, ao olhar para trás hoje diria, orgulhosa, que faria tudo de novo se fosse necessário.

Ela conta que o pai veio morar em Colatina na década de 1940, depois de se separar da família no distrito de São Jacinto (Santa Teresa) e comprar um terreno de 120 hectares no bairro São Silvano. Logo que os avós chegaram da Itália com os filhos Luciano, Gema e Fioravante, foram morar na região do bairro Santo Antônio, em Vitória, onde depois Francisco nasceu. De lá foram morar em São Jacinto (Santa Teresa). “Na mudança meu avô pegou um vidro de óleo de rícino vencido e bebeu. E morreu. E 30 dias depois minha avó também morre. Os filhos então ficaram morando em São Jacinto. Meu pai, com 19 anos, casou e teve 11 filhos. Depois, se separou e veio para cá e comprou este terreno aqui, da sobrinha dele, e um outro no Córrego Estrela”, recorda Lídia.

Segundo ela, era tudo mata, e só tinha as vendinhas do seu Ramiro, do seu César Spelta e da dona Leci. Meu pai morava sozinho numa casinha do terreno, que ficava perto da igreja católica. Na época só tinha como vizinhos os Del’Santo, o Ovídio Branquinho e o Gordiano Guimarães, pai do Fioravante Marino. “O meu pai tinha uma chácara com 500 pés de laranja e uma horta com mais de 200 canteiros, e também plantava café, aipim, manga, abacaxi e banana”.

Francisca veio de Caratinga com os três filhos para trabalhar para Francisco, que precisava de um meeiro, mas eles acabaram se casando. Francisco construiu uma casa maior e aí foi “nascendo menino”. Nasceu Lídia e depois os outros (Davi, Nalzira, Graça, Rute, Carmem e Noêmia). Todos foram sendo criados trabalhando na roça e estudando e pegando na enxada. Francisca ficava em casa cozinhando, lavando e cuidando das galinhas e dos porcos. Dali se tirava todo o sustento da família.

A água para tudo vinha de uma nascente que ainda existe, que chegava na casa por uma caixa d´água feita no topete de uma pedra, com uma bica de bambu a partir da nascente, que jogava a água para baixo. A energia chegava por meio de motor a diesel. De noite tocava a manivela até as lâmpadas acenderem e depois puxava um fio dentro de casa e o motor desligava do lado de fora sozinho.

As crianças brincavam de soltar pipa, passar anel, de queimada e futebol de bola de meia. “Os carrinhos eram feitos de lata, e as bonecas eram de papelão, e quando molhavam viravam uma meleca. Era tudo muito simples e prático, e resolvia. Alguns brinquedos, o meu pai comprava no Rio de Janeiro quando ele ia a cada dois meses visitar a filha dele que morava lá. Também roupas e outras coisas. Não esqueço de uma boneca de porcelana que ele trouxe para mim e eu a tinha até quando eu casei, e depois dei para uma sobrinha. Eu até me arrependo, podia ter guardado. Eu segurava nas mãozinhas dela e ela ia dando os passinhos. Eu adorava”, afirma.

Escola

Chegou a época de estudar. Francisca falava direto com o marido que queria as crianças na escola. Em São Silvano só tinha do 1º ao 4º ano na Escola Carolina Pichler, a única da região. No centro de Colatina a Escola Aristides Freire atendia só do 1º ao 4º ano, e a Escola Conde de Linhares, do 5º ao 8º ano, e depois com os cursos Normal e Científico. Lídia lembra que todos estudavam no Carolina, “o uniforme era sainha vermelha pregueada, blusa branca e gravata vermelha, e os meninos vestiam calção, camisa branca e gravata azul-marinho. Minha primeira professora foi dona Santinha. Mas lembro da dona Cléa e dona Laurentina e da diretora da escola, Nair Zaché”.

Uma história que a professora conta, que estava no 1º ano, brincando de pique de esconder com as irmãs, machucou a perna. Francisco então a levou no Dr. Nivaldo, o único médico de São Silvano na época. “Ele queria fazer um procedimento que meu pai não quis e decidiu me levar em São Roque do Canaã, no Locatelli. Ele passou uma meleca, uma mistura de breu com mel, colocou umas taliscas de bambu, enfaixou e mandou eu ficar em cima da cama por 30 dias. Depois ele mandou passar a tal da pomadinha chamada ‘Liga osso’, e pronto, eu melhorei. Com tudo isso, eu acabei ficando reprovada na escola. Voltei a estudar e fui até ao 4º ano. Naquela época a programação em casa era levantar de manhã, uns irem para a escola e os que não iam tinham que ir para a roça. Com sete anos ia para a roça com cabo de enxada, pois tinha uma enxadinha menor para os pequenos. A escola tinha três turnos porque tinha muitos alunos. Era de 7 às 10h30, de 10h30 até um pouco mais de uma hora, e depois até as quatro horas”.

E aí chegou a época de estudar no Conde. “Fui para o Conde e fiz o 5º ano. Todas nós mulheres da família somos professoras. Naquela época tinha inglês, francês, latim e canto orfeônico. O Walfredo Rubim era o professor de música; Fausto Mascarello, de latim e inglês; Sílvio Vitali, língua Portuguesa; Fausto Teixeira, de Moral e Cívica e História, e ainda tinha dona Zita. O Telmo Mota Costa era o diretor. O seu Zé e a dona Maria viam se os alunos estavam uniformizados e se as meninas estavam de sutiã, corpete e anágua. Ainda era o Conde antigo, um casarão. A gente ia de ônibus de nariz comprido para o Conde, e a Ponte Florentino Avidos tinha só uma via”.

Depois ela foi estudar o curso Normal, também no Conde. No primeiro ano do curso, em 1962, Francisco ficou doente e não pôde trabalhar mais. Em 1964 ele morreu, aos 84 anos. Segundo Lídia, o terreno ficou muito abandonado. “Meu pai não era aposentado, não tinha salário e o que a gente tinha era para se sustentar. Eu era a mais velha, 16 anos, menor de idade. Eu arrumei um advogado, fizemos uma petição para eu poder vender alguns lotes. Por isso que eu digo para não mexer comigo não, porque desde nova eu estou enfiada nessa confusão! Eu então vendi os lotes dessa primeira rua aqui embaixo”.

Como professora, Lídia se encantou com as crianças das primeiras séries iniciais. “É a melhor coisa que existe, porque gosto muito de crianças. É desafiador, mas também muito bom. Se eu tivesse que voltar, faria tudo de novo. O amor das crianças cativa a gente. Em abril de 67, fiz concurso de ingresso, passei e escolhi cadeira. Fui trabalhar em São Gabriel da Palha. Lá eu fiquei em 67 e 68. Em 69, eu resolvi fazer especialização em Supervisão no antigo Creb”.

Casamento

Lídia se casou em 1970 com o cobrador de ônibus Ênio Borges da Silva, da igreja Batista que frequentava. A mãe era Batista, mas não frequentava a igreja porque o pai não deixava, pois ele era católico e dizia que não gostava de crente. “E a gente ia na Católica e meu pai dava dinheiro para a gente dar para oferta. Só que no dia que ele não ia na igreja com a gente, a gente ia na católica e aproveitava para ir depois na Batista, e ainda dividia a oferta que a gente tinha para a católica com a Batista. Um dia, o padre contou para o meu pai o que nós fazíamos e deu um problemão, e a gente não pôde ir mais. Só dias depois que ele morreu a família toda batizou na Batista”.

Desde então, Ênio dizia sempre que ia se casar com aquela menina. “Eu tinha 17 anos e estava no grupo de jovens da igreja. Começamos a namorar e logo casamos. Eu terminei o curso de especialização em Supervisão. Fui trabalhar em Vila Valério e Vila Fartura. Fiquei grávida do meu primeiro filho, e depois com filho pequeno não pude sair de Colatina, e aí virei supervisora no Carolina, onde fiquei nove anos”. Entre 74 e 78, Lídia se especializou em Geografia, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Colatina (Fafic). Em 1979, teve o “Decretão” do governador Élcio Álvares que exigia que os professores estivessem em suas cadeiras, na regência de classe. Ela então conseguiu vaga na Escola Ubaldo Ramalhete e depois se efetivou na cadeira. Em 1990, se aposentou, depois de 27 anos.

Bairro Francisco Simonassi

“Aqui era mata pura. De lá para cá, o bairro teve uma grande evolução. Cresceu muito! Virou bairro oficialmente em homenagem a meu pai. Os poucos, os moradores pegavam água aqui na minha casa, em tonéis. Lutei de 74 até no final de 80, até que chegaram as primeiras ligações de água. Meu irmão deu dois lotes para fazer a caixa d´água. Ainda não tinha as casas de mutirão do prefeito Dilo Binda”.

Um engajamento maior para melhorar as condições do bairro começou seis anos antes de Lídia se aposentar. Foram 12 anos de participação, e ela só saiu depois de ter água, energia, calçamento, ônibus e posto de saúde. Em 1982 foi criada a Associação de Moradores, e ela foi eleita presidente. “E aí minha mãe morreu. O Dilo saiu e entrou o Guerino, que eu já conhecia do Conselho de Habitação. Depois que ele ganhou, mesmo como prefeito a gente procurava se entender para beneficiar a comunidade. E isso eu agradeço a ele, pois de muita luta nós conseguimos o calçamento. Muitas ruas daqui foram calçadas com regime de mutirão e parceria com a Prefeitura. Eu cedi o espaço debaixo da minha casa, para funcionar o posto de saúde, e ainda fui voluntária, em todos os serviços básicos”.

“Eu e ele tivemos muitos embates, mas não somos inimigos. Ele sabe que a gente só batia quando precisava, não bate em vão, pois não adianta bater em vão, tem que bater e dar um caminho. Assim você consegue fazer, contribui, consegue resolver. E vamos bem deste jeito. Na minha época a gente se reunia muito com ele. Cada um tem que fazer o seu trabalho. Eu não preciso concordar com você, mas tenho que te ouvir, porque pode ser que você mude a minha opinião, meu pensamento. O certo do meu inimigo é certo, mesmo ele sendo meu inimigo, e o errado no meu amigo é errado se tiver que ser assim. A verdade é a verdade. Tem que ter critério para fazer as coisas; temos que aprender a lidar com as diferenças”, esclarece.

Ela frisa que aprendeu a lidar com as comunidades, pois cada um vem com sua ideia, opiniões que chegam em um senso comum, com resultado para todos. “Aprendi muito com a comunidade, o ponto comum que atende todos. Pelo menos o básico eu batalhei com a comunidade para conseguir. Foi uma conquista. As pessoas têm que se mexer mais, participar mais. Me incomoda ver as dificuldades das pessoas, por isso eu me envolvo. E foi assim por toda a minha vida”.

A decisão de Lídia, ao sair da associação, foi que sentiu que precisava descansar. “Era muito trabalho, nada fácil. Já carreguei defunto no meu carro, meu telefone era telefone público, enfim, era 100% comunidade. O que mais me motivava correr atrás era pelo fato de o bairro ter originado do nosso terreno e ter o nome do meu pai, pela honra do meu pai. E eu me sentia feliz em ajudar porque nem todo mundo tinha o que eu tinha, e eu quis melhorar isso, participar. Vejo que o meu trabalho não foi em vão. O pessoal me chamava de brigona. Mesmo que muita gente fala que eu sou brava, ignorante, mas fui na hora da necessidade, e o que eu trouxe para cá eu acho que compensa tudo isso aí”.

Depois de deixar a associação ela quis dar um tempo em casa. Mas foi por pouco, pois foi convidada pela irmã Noêmia, que era do Sindicato dos Professores do Estado (Sindiupes) para participar da diretoria. “E eu topei e fiquei seis anos. Eu só era filiada. Eu então fui para a Secretaria dos Aposentados, e depois para a Secretaria de Finanças. Reorganizei tudo e conseguimos comprar a sede atual, de sete andares no centro de Vitória. Foi o que mais me motivou a assumir a diretoria. E lá está a plaquinha com o meu nome como administradora. Muito orgulho”.

Militância

Nos anos todos que Lídia “se metia em tudo”, ela foi filiada ao PL (Partido Liberal) e depois para o PSB. “Nunca fui candidata a nada, pois gosto de ficar do lado da comunidade. Participei do Conselho Tutelar na época que não pagava salário, e também dos Conselhos de Habitação e Tarifário. Eu acredito que esse gosto pela militância está no sangue, no sangue italiano do meu pai, que ainda era um ‘boina verde’, um tipo de partido político que seria da esquerda hoje em dia”.

E mesmo sendo mulher de luta nas décadas passadas, Lídia nunca se intimidou. “Eu não deixei de correr atrás do que eu acredito. Naquela época, as mulheres sofriam mais discriminação, mas eu não achei muita diferença de hoje para eu lutar não. Talvez por ser mandona eu resisti. Meu marido ficava em casa e eu ia atrás dos interesses do bairro, não perguntava se podia ir e ia. Se eu estou querendo, é porque preciso fazer alguma coisa. Meu marido nunca me atrapalhou em nada, pois nós éramos parceiros de luta, graças a Deus”.

A mulher que ainda é uma grande inspiração para as mulheres mais jovens explica que os moradores homens nunca reclamaram por ela tomar a frente, mesmo que não estivessem de acordo, de ver uma mulher liderando, mesmo porque eles sabiam que todos se beneficiavam. Nunca encontrou problema, nunca baixou a cabeça, pois para ela, se uma mulher baixar a cabeça não chega a seu objetivo, não consegue ser ouvida. “A mulher precisa falar alto. Eu sei que contribui muito para abrir espaço para as outras mulheres, assumindo o cargo na associação há 40 anos. E até hoje muitas que me conhecem lembram que eu não tinha medo de nada, e isso as incentivou a lutar, a conquistar”.

Colatina

“Colatina para mim é o melhor lugar para viver. Eu tenho muito amor por esta terra, que é um dos melhores lugares para morar. O povo é amigo, todos te conhecem, e se tem um problema sempre tem alguém que ajuda. Aqui todo mundo conhece todo mundo. Esses laços daqui têm que continuar! A parte família daqui não tem preço. Eu morei em Vitória por oito anos, ficando de segunda a sexta-feira lá e, no final de semana, vinha passar com a minha família na minha casa. Nunca quis sair daqui para não voltar. Sempre retornei”.

Realização dos sonhos

Depois de 46 anos de parceria e viúva há seis anos, hoje a professora Lídia está em casa às voltas com os irmãos, filhos (Wallace, Warley, Wênia) e netos vendo televisão, conversando com os vizinhos e suas plantas, bordando e até costurando. Mostra orgulhosa a roupinha que vai levar para o netinho Ivan que vai nascer em São Paulo nos próximos dias.

Depois de tantos sonhos realizados, ela revela que ainda tem alguns para realizar. “O que eu queria fazer eu fiz. E digo agora para Deus para ele me dar pelo menos uns cinco anos para eu poder ir na formatura da minha neta que está estudando Medicina. O resto está tudo ok. Tudo o que eu fiz eu não tenho arrependimento de nada. Fiz o meu melhor para o que eu me propus a fazer, para mim e para os outros”, conclui.

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Texto: Maria Tereza Paulino
Foto: Gabriel Ferreira

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