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ITAPINA JÁ EM CLIMA DE FESTIVAL NACIONAL DE VIOLA DE QUINTA-FEIRA A SÁBADO

Foto dos Casarões de Itapina

03/06/08 - Contagem regressiva para o II Festival Nacional de Viola (Fenaviola) que vai acontecer de quinta-feira a sábado desta semana em Itapina, distrito de Colatina. A estimativa da Prefeitura, por meio da Superintendência Municipal de Cultura, é que cerca de sete mil pessoas participem do evento.

O clima será de grande confraternização entre quem gosta de música e moradores, não só os que ainda moram na vila, mas também os que aparecem em feriados e datas especiais.

A escolha de Itapina como sede do Festival, segundo o superintendente de Cultura, Laudismar Deptulski, se deu por a vila manter as suas características originais de cidadezinha do interior, com construções seculares, preservando os seus casarões construídos no auge de suas importâncias econômica e social dos anos 20 a 50 do século passado, em estilo rococó, estilo colonial brasileiro e art décor.

A arquitetura do lugar e o clima do Festival retornam a um passado de glória da "Pérola do Rio Doce", quando moradores curtiam serenatas nas madrugadas, bailes e outras festas. Famílias inteiras, e os jovens em especial, se reuniam nas calçadas em rodas nas noites enluaradas para tocar violão, cantar e conversar.

A hospitalidade sempre foi uma característica dos itapinenses e é com ela que eles vão receber os milhares de visitantes que vão aparecer. Abrindo as portas de suas casas, chácaras, sítios e fazendas. Há várias áreas de camping disponíveis, inclusive com algumas oferecendo piscina e espaço para caminhada, cobrando apenas R$ 10 por pessoa.

O evento também vai aquecer a economia local, despertar a região para o agronegócio, os turismos rural e ecológico, criar oportunidades de negócios nas áreas de agricultura, artesanal, cultural, esportiva e ecológica. Serão 27 barracas com venda de diversos tipos de comidas e bebidas.

No primeiro dia, quinta-feira, terá um ônibus à disposição para quem quiser ir a Itapina, nos horários de 19h, 20h10 e 21h10, que vai sair de frente do Iate Clube, no centro de Colatina e vai até à Balsa que trafega no Rio Doce. Os retornos serão às 19h40, 20h40, 21h e 22 horas, e dependendo do movimento, terá dois ônibus com saídas do centro de Itapina.

Na sexta-feira serão dois ônibus, saindo também de frente do Iate, nos horários de 19h, 19h30, 20h, 20h30 e 21 horas e retornando às 19h40, 20h10, 20h40, 21h10, 22h, 22h40, 23h e 23h20, também do centro do lugarejo. No sábado os horários serão os mesmos de sexta-feira. As passagens vão custar R$ 3,00.

Foto da travessia de Balsa

O trajeto pela Balsa, que tem capacidade de transportar uma média de 30 pessoas sentadas, e que à noite faz a travessia iluminada com um lampião, em tempos de Festival serve de inspiração para os violeiros, os românticos e os nostálgicos. O percurso é de 10 minutos para atravessar e a passagem vai custar R$ 3 . No estacionamento no ponto da Balsa terá segurança.

Para chegar a Itapina de carro, quem vem de Vitória deve pegar a BR-259 e vir até Colatina, passar pela Segunda Ponte sobre o Rio Doce e seguir adiante até Itapina, cuja sede fica do outro lado da Rodovia, na margem direita do rio. Pode deixar o carro no estacionamento em frente ao ponto da Balsa. Terá sinalização com placas indicativas para o estacionamento.

Também pode ir até ao centro de Colatina e passar pela Ponte Florentino Avidos, sobre o rio Doce, em direção ao bairro São Silvano passando pela Segunda Via, ou ir ao bairro Honório Fraga, as duas estradas que dão acesso à BR- 259. Também pode ir pela Avenida Beira Rio, em direção ao bairro Luís Iglesias (antigo bairro Acampamento) e pegar a estrada, de chão, até ao distrito, passando por Santa Joana.

Quem vem do sentido Baixo Guandu, pode entrar à direita antes da Ponte do Fontinelli sobre o Rio Doce e pegar a estrada de chão até Itapina.

Outra opção para quem vier de Vitória é o trem da Estrada de Ferro Vitória a Minas, da Companhia Vale do Rio Doce. Todos os dias ele sai às 7 horas na Estação Pedro Nolasco, com previsão de chegada a Itapina às 9h43. Quem vier por Minas Gerais, pode pegar o trem que faz o trajeto Belo Horizonte a Vitória, que passa pelo distrito às 17 horas.

A presidente da Associação de Moradores,Tânia Becalli, disse que é grande a sua expectativa em relação ao público que deve comparecer. "Pela procura de hospedagem acho que vai dobrar o número de pessoas em relação ao ano passado".

Os alunos e professores da Escola Maria Ortiz vão desenvolver diversas atividades paralelas ao evento, como interpretação das letras das músicas, construções de maquetes, painéis e murais, além de entrevistas para troca de idéias com os violeiros.

A professora de língua portuguesa Rosa Maria dos Santos Venturotti, disse que está duplamente satisfeita, pois além de se envolver nos trabalhos com os alunos da escola também vai ter a casa cheia com a chegada de parentes e amigos para a festa.

O distrito está situado a 30 quilômetros da sede do município de Colatina e tem uma população de 2.868 habitantes. O povoado tem o nome de origem indígena que quer dizer "pedra lisa" e como em toda a região do vale do rio Doce era habitado pelos índios Botocudos. Já se chamou "Ita" (pedra em tupi guarani) e depois recebeu o restante "Pina" (lisa) Sua origem coincide com a implantação da Estrada de Ferro Vitória a Minas e teve participação expressiva com a cultura do café e no garimpo de pedras preciosas.

O povoamento do Vale do Rio Santa Joana, se deu por alemães e italianos, e ainda por brasileiros de Minas Gerais, como Osvaldo Costa e Antonio Felisberto. Em 1907 foi construída a estação da ferrovia, mas o desenvolvimento se deu a partir de 1915 com a chegada dos pioneiros italianos como Castiglioni, Becalli, Binda, Pavan e Lauretti.

POTENCIAL TURÍSTICO

A vila estava adormecida em mais de meio século, preservando o seu patrimônio apenas por questões afetivas. Após a realização de um projeto de pesquisa junto aos moradores, a Prefeitura de Colatina, por meio do então Departamento Municipal de Cultura, apresentou a proposta de tombamento do seu casario para a transformação em patrimônio histórico cultural, ao Estado e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Foto de casarios de Itapina

Os moradores se divertem nos dias de intenso calor tomando banho no rio Lages, que tem muitas pedras e pequenas quedas d´água. Um espetáculo à parte é a extraordinária paisagem formada pela vila e o rio Doce em frente ao povoado, um cenário que fica ainda mais espetacular com o balanço do ir e vir da Balsa.

Canoas podem ser vistas também ao longo do trecho. Ao lado fica uma ponte, cuja construção ficou no meio do caminho, ou seja, no meio do rio, sem conclusão, símbolo também da fase que o distrito se perdeu no tempo de sua importância no ramo cafeeiro.

Duas também são as igrejas remanescentes do apogeu da cafeicultura e testemunhas também da decadência econômica. A de Santo Antonio, que é de 1929, e a de Nossa Senhora de Perpétuo Socorro, construída em 27 de junho de 1950.
Muitas famílias sobrevivem da pesca artesanal na região, que ainda tem forte vocação para a pesca esportiva, que pode ser uma das atrações ecoturísticas no futuro. Quem conhece Itapina não esquece do aconchego que é recebido, do acolhimento dos mais de 800 moradores da sede e ainda dos que moram em sítios e fazendas.

O lugarejo foi também fonte de inspiração na literatura, no livro do escritor mineiro, mas radicado no Espírito Santo, Adilson Vilaça, "O Albergue dos Querubins", de 1995. Um dos personagens do romance (que conta a história de um grupo de estudantes que mora no Albergue dos Querubins, situado em um sobrado da Rua Barão de Monjardim, no centro de Vitória), a estudante Ada Gambini, é natural de Itapina. Ele dedica algumas páginas a contar histórias das famílias Gambini, Sala, Moratti, Binda e Castiglioni, entre outras.

Antes de chegar a Itapina, quem vem de Vitória pela BR-259, no lado Norte, pode passar ainda pela Escola Agrotécnica Federal, que fica em um ponto que oferece paisagens deslumbrantes com o rio Doce ao fundo.
Durante o dia os turistas poderão conhecer toda a beleza natural da região, os sítios e fazendas, o sítio histórico e arquitetônico, a estação ferroviária, a Unidade de Conservação Ambiental do Rio Doce (Ucard), e ainda o Educandário Espiritossantense Adventista (Edessa), que fica às margens da Rodovia BR-259, no lado Norte do Rio Doce.

A festa mais tradicional é a de Santo Antonio, padroeiro local. No dia do santo, 13 de junho, as pessoas se divertem com leilão, barraquinhas com comidas típicas e trezena na igrejinha.

RESERVA FLORESTAL

A Ucard está situada numa área de mais de 1 milhão de metros quadrados, com muitas formas da Floresta Atlântica Brasileira e remanescentes de Mata atlântica. São milhares de espécies de animais, plantas e microorganismos. Muitas delas estão em extinção e nem sequer estão descritas pela ciência. Cerca de 40% são de mata, e o objetivo é fazer com que este número chegue a 90% nos próximos anos.

Foi criada em 1999 pela Prefeitura, por meio de desapropriação, com o objetivo de preservar a fonte de água fornecedora da região porque sua cabeceira estava ameaçada pelo desflorestamento para formação de cafézais. A reserva florestal é administrada pelo Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental Sanear, autarquia municipal e órgão responsável pelo abastecimento de água e controle ecológico do município.

Além de fonte de pesquisa, ela está sendo transformada pela Prefeitura também em atração turística. Um protocolo de intenções entre a Prefeitura e o Instituto Terra foi assinado no ano passado, para possibilitar a recuperação e a preservação do parque florestal. Haverá projetos também para dotar a reserva de infra-estrutura para receber turistas e pesquisadores. O Instituto Terra, que tem sua sede na cidade mineira de Aimorés, onde nasceu o seu proprietário, o famoso fotógrafo Sebastião Salgado.

FESTIVAL NO ANO PASSADO

Foto do festival do ano passado

O I Festival Nacional de Viola (Fenaviola) aconteceu no ano passado, no período de 31 de maio a 2 de junho. O vilarejo tornou-se a vitrine da música cabocla brasileira por três dias. As noites ficaram animadas com o som de Geraldo Azevedo, Paulinho Carvalho, Pereira da Viola e com mais de uma dezena de músicos fãs das 10 cordas.

Nos poucos bares e "vendinhas", reunidos em torno de uma bebida como aperitivo e de um tira-gosto, os violeiros aproveitavam para dedilhar as cordas e soltar a voz.

Entre os momentos mais especiais que ficaram registrados em quem participou da festa foi a dos violeiros tocando e cantando dentro da balsa, passeando de um lado e de outro do rio.

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