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Adolescentes vão fazer mapeamento de espaços de oportunidades


05/05/2015 -

Uma oficina do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (Nuca), com a participação de 51 adolescentes foi realizada em Colatina, no auditório da UAB (Universidade Aberta do Brasil), para discutir três assuntos de fundamental importância para o público dos 12 aos 17 anos de idade, dentro do propósito do órgão em promover o protagonismo juvenil e proporcionar a este público a oportunidade de participar das decisões e ações relacionadas a ele, destacando principalmente a importância de sua autoestima.

Os adolescentes discutiram a forma como será realizado o mapeamento para identificação dos espaços de oportunidades em suas próprias comunidades, para que sejam ocupados por eles no contraturno (turno que ficam fora da escola), e onde possam desenvolver suas habilidades, evitando assim que fiquem na rua ociosos.

Os espaços de oportunidade são tudo que acontece na cidade onde mora o adolescente e que promove desenvolvimento, interação, qualidade de vida para os adolescentes. São projetos, ações, iniciativas governamentais ou da sociedade civil que têm como objetivo contribuir para a melhoria da comunidade, do bairro, da cidade ou território.

São projetos que o adolescente possa participar e contribuir na sua formação como cidadão e pelo crescimento de sua plena cidadania, principalmente nas áreas esportiva, cultural, artística, entre outras. Como exemplos, os grupos de teatro, dança, capoeira, igrejas ou iniciativas religiosas, Cras (Centros de Referência de Assistência Social), Projovem Adolescente (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Adolescentes e Jovens de 15 a 17 anos) e Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

Na oficina, eles foram divididos em duplas que moram na mesma comunidade, e receberam um questionário para realizar junto a diversas instituições que oferecem atividades para adolescentes situadas na sua comunidade, como escolas (Programa Mais Educação), entidades governamentais e não governamentais.

Um segundo assunto que chamou a atenção deles na oficina foi a palestra “Competências para a Vida”, que abordou o exercício responsável de seus direitos, a sua autoestima, gravidez precoce, auto-confiança, atitudes saudáveis pela prática de esportes, prevenção contra doenças, sensiblidade cultural e artística, atitude ambiental, aptidões profissionais, atitude financeira e saber negociar, atitude de respeito à diversidade, visão crítica da mídia, adoção de atitudes de solidariedade, defesa da ética, respeito às coisas públicas e aos mecanismos de controle social.

Por último, eles conheceram a campanha “Fora da Escola Não Pode”, que consiste na realização de uma pesquisa que será feita por eles mesmos, de identificação de crianças e adolescentes que estão fora da escola, por motivos, por exemplo, de estar trabalhando para ajudar a família ou também que não querem ir para a escola porque sofrem alguma discriminação na escola e não querem voltar.

O primeiro levantamento da situação de crianças e adolescentes em Colatina começou a ser feito pelo Nuca em março deste ano, a partir das informações do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010, quando foram identificados as 1. 457 crianças e adolescentes (7%) de 4 a 17 anos, que estão fora da escola e o seu perfil.

Eram 54,7% meninos e 45,3% meninas, sendo 57% negros e 43% brancos, 70,4% na área urbana e 29,6% na rural. Sem instrução e ensino fundamental incompleto eram 56,4%, ensino fundamental completo e médio incompleto eram 25,3% e médio completo ou superior eram 18,3%. A renda média domiciliar apontava 36,8% vivendo com até meio salário mínimo, 41% com meio a um salário mínimo e 21,8% com mais de um salário mínimo.

Segundo Maria de Lourdes Merísio Fernandes, presidente da Comissão de Avaliação e Acompanhamento do Selo Unicef Município Aprovado (edição 2013/2016), com a realização das ações a intenção é que os adolescentes incentivem outros adolescentes a participar. “De 2010 para cá muita coisa foi feita melhorando muito mas queremos avançar mais nas políticas públicas para eles”, afirmou.

O Selo foi criado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Adolescência) da Organização das Nações Unidas (ONU). O Nuca foi criado pelo Selo e está voltado para a região do Semiárido capixaba (26 municípios). É formado por um grupo de adolescentes, dois deles capacitados em 2013 para atuarem como multiplicadores de todo o conteúdo que aprendem nas diversas oficinas que participam, junto aos demais adolescentes que participam.

O município de Colatina desenvolve as ações do Selo, por meio das Secretarias Municipais de Educação (Semed), Saúde (Semus) e Assistência Social, Trabalho e Cidadania (Semas), e com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescência (CMDCA).

Propósito com os municípios

O propósito do Unicef é “Investindo na adolescência brasileira”, desenvolvido em parceria com os municípios brasileiros, em defesa da “garantia do direito de ser adolescente, em momento tão estratégico como o de hoje, com um Brasil de 21 milhões de meninos e meninas entre 12 e 17 anos, o que equivale a 11% da população do país”.

E para que essa oportunidade se traduza na prática, segundo o Unicef, é preciso romper o preconceito social que ainda enxerga esse grupo com um problema e implementar ações que apóiem o desenvolvimento integral dos meninos e meninas. E que ao discutir essas competências sugerem uma série de conteúdos e práticas que podem contribuir para que a adolescência seja vivenciada de forma plena, com acesso aos direitos e participação em processos decisórios.

Em sua justificativa, explica que o “pleno direito de ser adolescente com cidadania torna-se mais viável quando meninos e meninas desenvolvem uma série de competências , que podem fazer a diferença durante a adolescência e toda a vida”.

E destaca que é com base no trabalho realizado em parceria com organizações governamentais e não-governamentais, com adolescentes da região do Semiárido, da Amazônia e de comunidades populares dos centros urbanos, que foi observado que para garantir o desenvolvimento das adolescências, contemplando sua diversidade, alguns temas não podem deixar de ser trabalhados pela família, pela escola, pela comunidade e pelos próprios adolescentes.





       
     
     

 

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