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RIO DOCE ATINGE COTA DE INUNDAÇÃO EM COLATINA

Foto do Rio Doce com nível elevado em Colatina

13/12/06 - O nível do rio Doce subiu bastante nas últimas horas em virtude das fortes chuvas registradas em Minas Gerais. Segundo O Coordenador Municipal de Defesa Civil (Comdec), Fernando Valverde, o monitoramento é feito através do acompanhamento local feito por técnicos do município e com relatórios encaminhados ao longo do dia pelo CPRM, órgão ligado a ANA - Agência Nacional de Águas.

O ultimo boletim de hoje (13/12) recebido às 7 horas de hoje informa que em Colatina o rio Doce atingiu a cota de inundação, que é de 5,20 metros à meia-noite, ainda segundo o boletim às 7:00h da manhã o nível estava na cota de 5,45, a previsão é de que hoje às 13 horas o nível do rio na cidade atingirá a cota de 5,65 metros. O boletim informa ainda que a previsão meteorológica é de chuva intensa na bacia do rio Doce ao anoitecer e na madrugada do dia 13 persistindo a possibilidade de pancadas de chuvas intensas ao anoitecer e na madrugada dos dias 14 e 15.

Esta situação tem exigido mobilização da Defesa Civil municipal, para agir em casos de inundações que venha a exigir socorro a famílias que residem nas áreas mais baixas do manancial. "A elevação do nível das águas do rio Doce desperta preocupação neste momento, precisamos estar mobilizados para prestar assistência a desabrigados", revelou o Fernando Valverde. Um grupo de operação - envolvendo órgãos da administração municipal - se reuniu na manhã desta terça-feira, 12 de dezembro, para traçar estratégias de ação em decorrência do transbordamento do rio que já começa a ameaçar famílias que residem nas áreas ribeirinhas, ou seja, em pontos com mais possibilidade de inundação.

Fernando Valverde revelou que a Defesa Civil de Colatina acompanha atentamente a medição de elevação do nível das águas por meio de serviços de monitoramento de cheias. "Não temos ainda desabrigados, porém o crescente volume de água desperta preocupação. Ultrapassamos a chamada cota de inundação, isto é, acima dos 5,20 metros e não podemos descuidar do trabalho em caráter emergencial", justificou.

Para tratar do assunto uma reunião emergencial (foto) aconteceu ontem às 14 horas no auditório da Sanear, além das Secretarias Municipais de Obras, Assistência Social, Interior, participaram a Polícia Militar, Tiro de Guerra, clubes de serviço e outros colaboradores. Nesse encontro ficou definida a estratégia de ação de cada parte. No caso de inundações e desabrigados a base de socorro e envio de donativos ficará centralizada no Ginásio da Ademc, "Temos que estar unidos nesse período de adversidade climática, não podemos ser surpreendidos", ressaltou Valverde. Ainda na reunião foi apresentado um relatório que demonstrou que apesar da preocupação nenhuma família se encontra desabrigada, e que os principais problemas são pontuais relativos a desbarrancamentos e erosão em áreas pouco habitadas, mas que no entanto tem danificado redes água e esgoto além de dificultar o acesso alguns bairros da cidade. Para tentar minimizar os estragos equipes da prefeitura tem trabalhado em sistema de plantão em vários pontos da cidade.

As chamadas chuvas de verão como ocorre ultimamente geram inquietação junto aos colatinenses. No ano passado, o volume de água atingiu a cota de alerta e a prefeitura teve que agir para evitar maiores transtornos. Os pontos mais críticos quando o rio transborda são Colatina Velha, Avenida Rio Doce, Bairro Adélia Giuberti, Bairro Martinelli, e também o Bairro Esplanada, região central da cidade, cortado pelo rio Santa Maria, principal afluente do rio Doce, em Colatina.

O Vice-Prefeito Leonardo Depitulski, que tem acompanhado de perto a situação, informou que além da preocupação com a elevação do nível do Rio, Colatina sofre com a topografia acidentada e a ocupação desordenada dos morros da cidade feita no passado sem nenhum critério ou fiscalização criando inúmeras áreas de risco, "a realidade de Colatina faz com que o alerta seja ainda maior, por isso neste momento equipes das secretarias de Assistência Social e obras estão percorrendo as diversas áreas de risco da cidade para elaboração de um relatório da situação, portanto precisamos da atenção e colaboração de toda a população", finalizou. O telefone da Defesa Civil Municipal é 3177-7003.

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Impresso em 08/01/2014 às 21:22:10